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As 7 principais desculpas esfarrapadas para evitar experiências psicodélicas

Sempre haverão desculpas para não ingressar no foguete rumo ao autoconhecimento e à realidade sem máscaras – também conhecido como “experiência psicodélica”. Porém, vale a pena desmistificar as mais esfarrapadas, já que, curiosamente, também são as mais comuns…

1 – “Isso é ilegal”

Não necessariamente. Cogumelos dos gêneros Psilocybe ou Amanita, Ayahuasca, certos cactos, sementes de determinadas trepadeiras etc. não são ilegais no Brasil – e, pessoalmente, os considero muitíssimo superiores a qualquer coisa fabricada em laboratório. Além do mais, mesmo no que diz respeito a substâncias proibidas, se você alguma vez ultrapassou o limite de velocidade, comprou um DVD pirata no camelô ou experimentou bebida alcoólica antes dos 18, então seu compromisso moral com a legislação não passa de uma fantasia de carnaval.

2 – “Isso deve deixar sequelas”

Realmente, há uma sequela irreversível: uma vez aberta, a mente perde a capacidade de se fechar. É algo similar ao fato de que não se pode mais voltar a acreditar no Papai Noel, uma vez que se descobre que ele não existe. Quanto à saúde física e neurológica, se eu fosse você, estaria bem mais preocupado com produtos industrializados que consome, com hábitos tecnológicos que cultiva, com dormir mal, com estresse e com depressão, ou seja, justamente com todas as coisas que a prática psicodélica trata e previne.

3 – “Isso pode viciar”

É impressionante que se desconheça tanto o universo psicodélico, a ponto de pensar ser possível o vício nessas substâncias. Se você conhece alguém que apresenta um comportamento compulsivo em relação a elas, pode ter certeza que essa pessoa não as utiliza em doses plenamente psicodélicas (e quando o faz, muitas vezes é pela primeira e última vez). Só há duas maneiras de se conseguir manter uma frequência regular com os psicodélicos: levando-os muito a sério ou utilizando-os em dosagens bem “covardes”.

4 – “Tenho medo de sair de meu estado normal de consciência”

Até lhe entendo, mas você só diz isso porque ainda não descobriu que o tal “estado normal de consciência” é apenas um conceito próprio de sua cultura, e que não possui uma relação objetiva com a realidade.

viagem psicodélica

5 – “Isso vai prejudicar minha imagem”

O que as outras pessoas pensam de você não faz a menor diferença depois de uma experiência psicodélica. Aliás, na minha opinião, essa é uma das consequências mais importantes da prática psicodélica: ser o que você espera de si mesmo, e não o que os outros esperam de você. Por fim, quanto mais você se identifica com uma mera imagem social, mais urgentemente está precisando de uma experiência psicodélica!

6 – “Eu prefiro coisas mais tranquilas, como a meditação”

Teoricamente, essa frase não consiste numa desculpa. Na prática, contudo, ela quase sempre tem o medo como único fundamento. Neste caso, pode-se fazer uma comparação àquela pessoa que deseja ir ao último andar de um arranha- céu, mas tem medo de elevador… Ela acaba subindo pelas escadas e diz que é porque prefere subir andando mesmo.

7 – “Isso me parece uma atividade um pouco radical demais”

Isso é só uma imagem criada culturalmente. Muitas vezes, a culpa desta falsa imagem é das próprias pessoas já envolvidas nessa prática, pois acabam glamourizando-a para assim se sentirem especiais. No fim das contas, a atividade psicodélica deveria ser vista com a mesma naturalidade que a alimentação ou a reprodução, por exemplo.

Uma única desculpa razoável: “Isso é assustador”

Também acho, mas se você já sabe disso, é porque provavelmente já esteve lá.

Num dia sem nada pra fazer, o que você tem a perder?

Discos Para Viagens Psicodélicas

Uma lista lisérgica com 10 discos do final da década de ’60 ao início da década de ’70 perfeitos para você embarcar em uma viagem psicodélica. Good trip!

Frank Zappa – Hot Rats (1969)

Brainticket – Cottonwood Hill (1971)

The Grateful Dead – Grateful Dead (1967)

Country Joe & The Fish – Electric Music For The Mind And Body (1967)

Donovan – Sunshine Superman (1966)

Hell Preachers Inc – Supreme Psychedelic Underground (1969)

Neon Pearl – 1967 Recordings (1967)

Love – Forever Changes (1967)

Pink Floyd – A Saucerful of Secrets (1968)

The Pretty Things – S. F. Sorrow (1968)

 

O Rio de Janeiro Por Uma Outra Percepção

Viagem realizada em setembro de 2016, no período pós-olimpíadas. A cidade não estava tão cheia quanto no período dos jogos olímpicos, o que permitiu explorar a capital fluminense mais tranquilamente sem aquele fuá turístico. Apesar dos problemas estruturais que a cidade vem enfrentando, continua tão linda quanto antes, mostrando que o termo “cidade maravilhosa” não é apenas um marketing e sim uma realidade da cidade, pois o visitante deixa o lugar exatamente com essa impressão de cidade maravilhosa. Conheça um pouco do Rio a partir da minha percepção alterada com  registros dos bairros de Santa Teresa, Lapa e Zona Sul da cidade.

Escadarias Selarón

Vista de Santa Tereza

Vista do Cristo do Redentor com o autódromo ao fundo.

Arcos da Lapa

Praia de Ipanema

Pichações em um prédio no bairro de Santa Tereza.

Copacabana

Praia de Ipanema

Intervenção urbana no centro do Rio.

Parque do Laje

Museu do Amanhã

Vista do Centro do Rio, com a Catedral ao fundo.

Baía de Guanabara

Teatro Municipal do Rio

Cristo Redentor