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Funcionário coloca LSD na bebida dos seus colegas porque eles tinham “energia negativa”

Um jovem de 19 anos que trabalhava numa loja de aluguel de carro confessou que colocou LSD no líquido de 3 dos seus colegas de trabalho porque sentiu uma energia negativa vinda deles.

Na percepção dele, a experiência do ácido iria eliminar essa energia negativa, mas ele estava completamente errado, pois o LSD não faz mágica, muito menos quando a pessoa é induzida a uma experiência lisérgica sem ter intenção de tê-la.

A polícia foi chamada ao local do incidente após os funcionários começarem a ficar animadinhos. O jovem admitiu que colocou o ácido liśergico em forma líquida em 2 garrafas de água dos funcionários e no café de outro deles. Ele foi preso.

Os 3 funcionários relataram tonteira e instabilidade e dois deles foram parar no hospital para checar o que estava acontecendo. Logo após que o efeito se foi eles foram liberados.

Apesar da boa intenção do funcionário em tentar eliminar a energia negativa dos seus colegas, o ato foi bem irresponsável e colocou em risco a saúde mental dos outros funcionários.

Experiências induzidas por enteógenos ou psicoativos devem acontecer por livre e espontânea vontade da pessoa, caso contrário, as consequências podem ser desastrosas (ou não). Mas de qualquer forma, ter uma experiência média/forte no trabalho não é algo legal de se fazer.

Fonte.

 

Microdoses de LSD Podem Afetar a Forma como o Tempo É Percebido

Em um estudo publicado na revista Psychopharmacology, cientistas britânicos fizeram com que 48 idosos tomassem um placebo ou microdose de LSD e tentassem medir o tempo de forma subjetiva. As doses de LSD eram pequenas, 5, 10 ou 20 microgramas, e a maioria dos pacientes relatou não notar nenhum efeito psicoativo.

Nesse caso, o tempo foi medido observando um ponto azul em uma tela, decidindo por quanto tempo eles pensaram que eles o viam e, em seguida, mantendo a barra de espaço em um teclado pressionada pela mesma quantidade de tempo depois. O ato de pressionar a barra de espaço criou outro ponto azul na tela para comparação. Os cientistas investigaram o quão precisos ou imprecisos foram as pessoas em suas tentativas de pressionar a barra de espaço pelo mesmo período de tempo.

As pessoas com LSD eram menos precisas do que as que recebiam placebo e tendiam a manter a barra de espaço pressionada por muito tempo. Esse efeito foi insignificante para os testes mais curtos, como quando o ponto estava na tela por 1,6 segundo, mas era significativo quando o ponto estava no visor por 2 a 4 segundos.

O estudo é semelhante a um anterior envolvendo psilocibina, a substância encontrada em certos tipos de cogumelos. Estranhamente, os resultados aqui foram o oposto do que foi encontrado naquele estudo, com pacientes realizando consistentemente sua tarefa por um tempo muito curto. Os autores deste estudo sugerem que os diferentes mecanismos que os medicamentos usam – o LSD afeta os sistemas de serotonina e dopamina, enquanto a psilocibina afeta somente a serotonina – poderiam ter algo a ver com essa discrepância, assim como o tamanho das doses usadas em cada estudo.

Os autores mencionam outros estudos em que suas novas pesquisas aparentemente conflitam e sugerem que investigações adicionais sobre como essas drogas influenciam a percepção do tempo devem ser realizadas para entender por que essas discrepâncias existem.

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Para ler a matéria completa (em inglês) clique aqui.

8 documentários no Youtube Sobre Enteógenos

Nessa lista apresento 8 documentários sobre enteógenos que trazem temas como DMT, Ayahuasca, LSD e Cogumelos Mágicos à luz da ciência e de experiências de diversos cosmonautas e buscadores da transcêndencia. Os docs foram retirados da biblioteca de vídeos do site Mundo Cogumelo ;).

Neorônios ao Nirvana (2013)

Dirigido por Oliver Hockenhull, o doc trata sobre o renascimento das substâncias enteógenas no uso médico.

 

Ayahuasca – A Serpente e o Eu

O doc acompanha a jornada de Flavien na sua busca pela cura por meio de uma experiência enteógena no Peru, enquanto é guiado pelos xamãs e protegido e rodeado pela floresta e sua energia vital. Do diretor Armand Bernardi.

 

A Prescrição da Floresta (2011)

A prescrição da Floresta é um convite a conhecer a história da Ayahuasca e o seu contato com o ocidente. Dirigido por Mark Ellam.

 

Tierra Vida – Uma Viagem Através da Ayahuasca

Nesse documentário você embarca diretamente para a Floresta Amazônica e adentra no retiro Tierra Vida, em pucallpa, Peru, onde ocorrem cerimônias de Ayahuasca.

 

A Descoberta do LSD (2011)

O doc foi elaborado e construído por nada mais nada menos que o descobridor do LSD, Albert Hoffman.

 

Enteógeno – Despertando o Interior Divino (2007)

Um convite ao despertar interior e a redescobrir A Presença no nosso mundo moderno.

Psiconautas –  Cogumelos Mágicos

O documentário acompanha um grupo de jovens que se isolaram nas montanhas para uma experiência enteógena com o Psilocybe cubensis.

 

DMT – A Molécula do Espírito (2010)

As pesquisas pioneiras sobre DMT de Dr. Rick a partir de uma abordagem holística da substância DMT são assuntos para esse documentário.

 

LSD: o mais famoso dos psicodélicos, hoje um sem-teto

“Algumas coisas levam anos anos anos até que encontrem sua solução adequada… E eu estou convencido de que o LSD vai encontrar o lugar que ele necessita na cultura humana.”
Albert Hofmann, descobridor do LSD.

Havendo passado seus anos de glória em meados do século XX, quando residia em consultórios terapêuticos da elite acadêmica e se consolidava como um elemento de enorme potencial para a cultura e a ciência, o LSD (ou ácido lisérgico) popularizou-se a tal ponto que acabou batendo de frente com as autoridades. Como todos sabem, estas logo fizeram exatamente o que costumam fazer com aquilo que não compreendem: o proibiram.

Considerando que o uso de diversas substâncias psicodélicas foi legalizado no âmbito de práticas espirituais de raízes tribais/indígenas/aborígenes, então o que exatamente faz com que o LSD ainda seja banido como um veneno mortal? Seria pelo entendimento por parte das autoridades de que, de tão grande sua importância para a humanidade, os psicodélicos devem ser rigorosamente sacralizados?

Logicamente não, infelizmente. A resposta àquela pergunta é bem mais “tosca”, como veremos a seguir…

O ácido lisérgico é famoso, prescinde rituais e é tão prático e simples que qualquer um pode utilizá-lo. Em outras palavras, ele é “plug and play” – não requer que o indivíduo vá buscá-lo no pasto, no deserto, na floresta ou numa igreja, nem que tenha que imergir em outra cultura ou aprender a fazer uma preparação. Tudo o que se necessita é um fornecedor, assim como os produtos da Coca-Cola ou da Nestlé.

Comparemos-lo ao peiote e à ayahuasca. Todos os três são substâncias absolutamente psicodélicas, mas o peiote é oficialmente permitido para o uso dos membros da Native American Church, nos EUA, tal qual a ayahuasca o é para membros de igrejas como o Santo Daime, no Brasil. Conclui-se que as autoridades se sentem confortáveis mantendo a utilização dessas substâncias restrita a microcosmos folclóricos. Isso se dá pela clara razão de que, dentro dos limites do uso estritamente étnico/ritual, é possível tratar esta prática como um fenômeno controlado – eis o real motivo da proibição do LSD em detrimento de alguns outros psicodélicos.

LSD... um sem-teto

Olhando por um ângulo caricatural, os psicodélicos de uso oficialmente tolerado são os “primos pobres” do LSD. São permitidos por serem “índios”, e dessa forma não representam uma ameaça à ordem cultural e social “civilizada” (também conhecida como establishment). Assim, enquanto estes ao menos têm direito a uma oca de palha (ou a um tipi de pele de búfalo, ou a uma igrejinha de madeira, etc.), aquele acabou ficando na rua mesmo. O LSD já estava demasiadamente infiltrado no establishment para que o deixassem permanecer por lá, lhe dessem uma casa e acenassem a ele quando estivesse passando. Já era ameaçador demais para que pudessem olhá-lo nos olhos. Tiveram que expulsá-lo, degredá-lo… Um triste fim para um septuagenário cujo único crime foi ampliar os horizontes da classe média ocidental. Talvez seja ele a maior de todas as vítimas da cultura de massas.

Hoje em dia o vemos zanzando por aí, escasso e diluído entre compostos anfetamínicos, transitando pelo mercado negro. Quem antes o conhecia, atualmente mal o reconhece. Costuma andar em festas, festivais, réveillons e carnavais, onde muitas vezes até mesmo se
fazem passar por ele (como o tal do NBOMe). E de pensar que já houve um tempo em que foi reverenciado – não como uma “brisa”, mas como um portal ao infinito.

Inspirado por seu grupo de admiradores fiéis, o ácido lisérgico segue sua jornada: um bom tiozinho sem-teto, perseguido pelas autoridades e ignorado pela sociedade – em uma palavra, injustiçado. Porém, jamais será esquecido… Quem sabe um belo dia ainda lhe daremos um bom lar, se possível na farmácia.

Viajando sozinho pelo desconhecido, você encontrará a si mesmo no meio do caminho.