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A Arte de Rua da Chapada dos Veadeiros em 40 fotos

Arte de RUa da Chapada dos Veadeiros

A arte de rua sempre esteve presente nas grandes metrópoles do mundo, mas ultimamente vem aportando em pequenas cidades, como o caso da Vila de São Jorge, um povoado com menos de 1000 habitantes e que é porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e outros diversos atrativos da região.

Só para contextualizar, a Chapada dos Veadeiros engloba 7 municípios, sendo que os municípios mais turistificados são Alto Paraíso de Goiás (do qual a Vila de São Jorge faz parte) e o município de Cavalcante. Dito isso, a ideia do post foi retratar a cena artística de São Jorge, já que não tive tempo e grana para ir em outros municípios.

Além da experiência bucólica de estar em São Jorge ao lado dos principais atrativos naturais da Chapada, também é possível contemplar as diversas intervenções artísticas nos muros, fachadas e casas do povoado. Aqui nesse post te convido a fazer um tour virtual pela Vila e te estimular a ter essa experiência presencialmente.

Apresento a arte de artistas locais e fora da Chapada, do qual busquei dar os créditos a todos @s artistas que consegui identificar. Infelizmente muitas artes não tinham assinatura e/ou estavam ilegíveis, então não consegui creditar tod@s. Caso conheça quem é a/o artista, por gentileza me informe nos comentários 🙂

Arte de RUa da Chapada dos Veadeiros
Intervenção artística no final da Rua de São Jorge que dá acesso à entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Artistas desconhecidos.

Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros

Arte de RUa da Chapada dos Veadeiros
Artista: @Koshasnc
Arte de RUa da Chapada dos Veadeiros
Artista: @Koshasnc
Arte de RUa da Chapada dos Veadeiros
Artista: @Koshasnc
Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros
Artista: Coletivo Cerrado em Xanas
Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros
Artista: Shibuya
Street Art na Chapada dos Veadeiros
Artista: Réu da Capital
Street Art na Chapada dos Veadeiros
Artista: @Siqueira13
Street Art na Chapada dos Veadeiros
Artista: @bulacharte
Street Art na Chapada dos Veadeiros
Artista: @bulacharte
Street Art na Chapada dos Veadeiros
Artista: @Gurulino
Street Art na Chapada dos Veadeiros
Artista: @Guipazink
Street Art na Chapada dos Veadeiros
Artista: Karollez Viana (@owcalaboca)
Street Art na Chapada dos Veadeiros
Artista: Zari Arte
Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros
Especial “Goiás em Cores”. Artista desconhecido.
Arte de RUa da Chapada dos Veadeiros
Artista: @koshasnc

Arte de RUa da Chapada dos Veadeiros Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros Intervenções artísticas na Chapada dos Veadeiros Street Art na Chapada dos Veadeiros Street Art na Chapada dos Veadeiros Street Art na Chapada dos Veadeiros Street Art na Chapada dos Veadeiros Street Art na Chapada dos Veadeiros Street Art na Chapada dos Veadeiros Street Art na Chapada dos Veadeiros

E agora um artista icônico nessa lista….

Moacir é um artista da Vila de São Jorge que se destaca entre os demais artistas locais por meio de uma arte que não passa despercebida por ninguém. Isso porque quem passa em frente a casa do Moacir se depara com as paredes numa mistura colorida de anjos, demônios, flores, sexo, nudismo, bichos e religião.

Arte do Moacir na Chapada dos Veadeiros
A casa do Moacir fica em frente a rua principal, ou seja, todo mundo que passa por ali vê a casa.

Arte do Seu Moacir na Chapada dos Veadeiros Arte do Seu Moacir na Chapada dos Veadeiros

Arte do Seu Moacir na Chapada dos Veadeiros

Em 2006 Walter Carvalho homenageou o artista com um curta-metragem chamado Moacir – Arte Bruta.

 

Entre Perdidas e Encontros na Chapada dos Veadeiros

A Chapada é um daqueles lugares que você pode ir incontáveis vezes e a experiência será sempre única. Além dos diversos atrativos e dos sete municípios que fazem parte da mesorregião da Chapada dos Veadeiros, o visitante ainda conta com surpresas pelo caminho que permitem que a experiência saia do roteiro e se torne ainda mais autêntica. Quando digo “surpresas” me refiro aos encontros inesperados com os moradores locais, uma nova trilha alternativa, o céu sensacional da região ou até mesmo perdidas no meio da vegetação cerratense.

Já estive várias vezes pelas bandas da Chapadócia, porém ainda não conhecia o povoado do Moinho, distante a apenas 14km do município de Alto Paraíso, um povoado ainda não turistificado, o que permite ao visitante ter uma experiência real da Chapada dos Veadeiros a partir do ponto de vista dos moradores e não do turismo em si. O local possui no máximo 3 pousadas e um camping dentro de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), do qual ficam as incríveis cachoeiras dos Anjos e Arcanjos. Poucos turistas se hospedam em Moinho devido a falta de infraestrutura turística, indo basicamente para o povoado para visitar as Cachoeiras.

Os moradores têm um astral TOTALMENTE diferente dos moradores de Alto Paraíso e do povoado de São Jorge. É possível ver nos olhos deles o quão são felizes e orgulhosos em viver ali, além de serem super simpáticos e hospitaleiros. Já cheguei ao povoado sendo bem recebido, o que deu indício de que a experiência seria incrível.

Antes de começar a contar como foi minha passagem pelo Moinho, acho interessante contar um pouco da história do povoado. Moinho surgiu a mais de 200 anos como um refúgio de quilombolas que resolveram reiniciar suas vidas num lugar tranquilo e sossegado. O povoado antecede o surgimento do município de Alto Paraíso e seus moradores são defensores ferrenhos da preservação dos habitat natural. Há muita história e saber tradicional por ali. Vivência cultural na Chapada mais autêntica do que Moinho você não encontra. Pode ter certeza!

Bom, apesar da curta distância entre Alto Paraíso e Moinho, não é muito fácil chegar no povoado se você estiver a pé. Eu que o diga, pois demorei cerca de 4 horas para conseguir chegar lá, pois não há transporte público, tendo que depender de caronas dos próprios moradores, pois turistas dificilmente dão carona. Turistas de Brasília, diga-se de passagem…

O caminho entre Alto Paraíso e Moinho.
O caminho entre Alto Paraíso e Moinho. Finalmente consegui a carona 😀

Para minha sorte, fui na missão de pedir carona junto com um morador do Povoado, o Seu Orlando, um senhor de 72 anos que resolveu largar toda a sua vida material no Mato Grosso e se mandar para a Chapada dos Veadeiros em busca de sossego e tranquilidade. Esse foi o meu primeiro encontro na Chapada, pois aprendi muito com ele durante os dias que fiquei no Moinho. Senti que estava conhecendo o Zaratustra brasileiro. Ele mora no topo de um morro com uma vista sensacional e carrega consigo muito conhecimento do qual foi compartilhado comigo, além disso, todos os dias desce o morro  para dar aula de yoga totalmente gratuita para os moradores.

Visual da Chapada no Moinho
Visú a partir da casa do Seu Orlando

Um pouco abaixo da casa do Seu Orlando fica a RPPN Solariom, criada por um suíço com a missão de preservar a rica flora e fauna da região. Dentro da RPPN é possível acampar e ter acesso facilmente às trilhas e cachoeiras. Não há energia elétrica, fogão, geladeira e nem nada do que você possa imaginar de facilidades campistas, entretanto há muito verde e conexão com a natureza.

É exatamente nesse camping que aconteceu a grande perdida na Chapada. Escolhi o Solariom para ser o cenário de uma experiência com mescalina. Após voltar da Cachoeira dos Arcanjos, ainda sob efeito do cacto San Pedro, resolvi me embrenhar no mato em uma trilha alternativa para tentar chegar no topo da queda da cachu dos Arcanjos. Para chegar foi tranquilo, e para voltar será se foi fácil também? Achava que seria, afinal, se foi fácil chegar, voltar não seria difícil. Ledo engano! Quando percebi já estava perdido e não consegui achar o caminho de volta! O desespero foi imediato, mas como faltava poucos minutos para o Sol ir embora e não há sinal de celular no local para pedir ajuda ou utilizar GPS, achei prudente deixar o desespero de lado e começar loucamente a encontrar o caminho de volta antes de anoitecer.

Não tive como não lembrar do filme Gerry (2002), uma história baseada em fatos reais de dois caras que resolvem se aventurar pelo deserto norte-americano e acabam se perdendo… Eu estava sem casaco e já imaginei ter que passar a noite ali até o dia seguinte. Para piorar a situação, cada vez que eu andava mais percebia que o barulho da água ia sumindo, o que mostrava que eu estava cada vez mais longe de encontrar o caminho de volta. Mantive a calma, respirei e olhei para a direção do Sol (o que não ajudou muito). Para minha sorte, avistei uma árvore que tinha visto no dia anterior e que fica a alguns kms do outro lado do curso d’água e comecei seguir em direção a ela como base para reencontrar o caminho. A estratégia deu certo e consegui encontrar o caminho de volta que estava a cerca de 1 km da trilha alternativa que adentrei para chegar no topo da cachú. Passei novamente na cachoeira Anjos para me refrescar e agradecer por ter encontrado o caminho hehe.

Estar sob efeito de um enteógeno e se perder no meio da vegetação é uma experiência de aprendizado e ao mesmo tempo de desespero. Foi interessante no ponto de vista de autoconhecimento, e fica a lição para não mais se embrenhar por caminhos alternativos quando não se tem a certeza do caminho de volta!

Chapada é isso, encontros, desencontros e perdidas. Você pode se perder, mas uma hora o (re)encontro é inevitável. E não me refiro necessariamente em encontros e perdidas físicas…

Algumas outras imagens e vídeos no Povoado de Moinho:

Bifurcação que separa a trilha dos Anjos e Arcanjos
Bifurcação que separa a trilha dos Anjos e Arcanjos
Cachoeira dos Anjos
Cachoeira dos Anjos
Cachoeira dos Arcanjos
Cachoeira dos Arcanjos
Visual a partir da RPPN Solariom
Despedida do Moinho com as amigas vaquinhas
Despedida do Moinho com as amigas vaquinhas

Viaje no céu noturno da Chapada dos Veadeiros em 360º

Marcio Cabral é um premiado fotógrafo brasileiro especialista em fotografias de paisagem, onde registra as incríveis imagens da Terra através das suas lentes. Dentre as paisagens clicadas, Marcio se aventurou  nas trilhas noturnas da Chapada dos Veadeiros para registrar imagens surreais do céu noturno e da paisagem chapadense. Quem conhece a Chapada sabe que o trabalho do fotógrafo é tão real quanto ver o céu ao vivo, e caso você ainda não conheça agora tem mais um motivo para conhecer a região.

A Chapada e o Chuveirinho do Cerrado

O rastro de estrelas visto na Cachoeira São Bento

Capim cerratense

Você encontra mais fotografias incríveis como essas clicando aqui.