Psicoativos e Enteógenos

Cumpra seu papel na restauração da identidade psicodélica

Ainda que a grande maioria dos adeptos da prática psicodélica não se importem com isso, todos sabem que, se falassem abertamente sobre o assunto, correriam o risco de carregar o estigma social de loucos, drogados ou vagabundos. Neste artigo, pretendo demonstrar como você pode (e deve) agir para reverter esta absurda lógica cultural. Não será necessário nenhum esforço além de um pequeno ajuste de atitude, o que por sua vez se resume em 3 pontos:

1 – NÃO EXISTEM ALUCINÓGENOS

Se você considera alucinações o que ocorre com a mente sob a influência de substâncias como LSD, DMT, psilocibina ou mescalina, então você certamente não conhece tais substâncias. Pessoalmente, considero um verdadeiro “pecado” quando vejo uma pessoa utilizando a palavra “alucinógeno”, considerando que seus efeitos conduzem à expansão sensorial, à reflexão existencial e ao autoconhecimento. Na verdade, trata-se exatamente do contrário do que a palavra “alucinógeno” implica. Esta denominação apenas reforça o tipo de preconceito que alimenta a ridícula política contra as drogas.

Portanto, não dê razão ao inimigo… Por gentileza: “psicodélicos” – ou ainda, se você achar mais bonitinho, “enteógenos”.

2 – FIQUE BEM-INFORMADO SOBRE A ATIVIDADE PSICODÉLICA

É certo que, de um modo geral, as pessoas atualmente não se sentem muito atraídas pela leitura. Na era das redes sociais, poucos se animam para ler um pequeno texto, quanto mais um livro inteiro. De fato, provavelmente você preferiria estar vendo um meme divertido ao invés de estar lendo este artigo (e nem posso criticar, pois eu também não sou diferente). Ainda assim, mesmo havendo centenas de autores e milhares de livros sobre o assunto, se você ler uma única obra já estará elevando seu nível discursivo, podendo “fazer bonito” ao falar sobre o tema num contexto formal. Entre os autores mais conhecidos, temos Timothy Leary, os irmãos McKenna, Aldous Huxley, Albert Hofmann, Stanislav Grof, Jonathan Ott e muitos outros. Quem já passou por uma boa viagem psicodélica sempre se identifica com o trabalho desses estudiosos.

3 – PRATIQUE A PSICODELIA COM A MENTE ABERTA

Os psicodélicos não são atrações turísticas para que você poste selfies, ao lado deles ou sob seus efeitos, em redes sociais. Trata-se de um linha de conhecimento que, cedo ou tarde, apresentar-lhe-á muitas verdades sobre sua própria existência. Lidar com tal atividade de maneira banal certamente levará à insegurança na hora de mergulhar nas águas mais profundas da psicodelia – que é onde se escondem seus maiores tesouros.

A experiência psicodélica é uma dádiva… Respeite-a como tal e beba sem medo desta inesgotável fonte de sabedoria.

Viajando sozinho pelo desconhecido, você encontrará a si mesmo no meio do caminho.

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